Eu

EU

Nasci em Ribeirão Preto – SP, terceira de quatro filhas. Morei lá na minha cidade até 1990, quando mudei pra Sampa. Virginiana, dizem que sou detalhista. Foi por influência de minha irmã Eliana Campaner que tocava piano, que comecei com a música.

 

O VIOLÃO - Uma Paixão

Laura Campaner

1984

Tudo começou por causa do violão. Quando criança eu havia estudado piano durante três anos, mas na adolescência descobri que não era bem aquilo que eu queria. Parti para o violão. Gostava de cantar nas rodas de amigos e foi assim que comecei a compor. Minhas primeiras composições foram em parceria com minha irmã Eliana, que escrevia as letras.

Naquela época, os festivais de música eram levados a sério. Então participamos de diversos festivais, principalmente no interior de Minas Gerais, que eram os mais famosos.

Fui tocando, tocando, até que resolvi que queria mesmo ser musicista. Em 1984 me inscrevi no vestibular de instrumento da UNAERP, a universidade de música da minha cidade.  Passei no curso de graduação em violão erudito e comecei a estudar a fundo o violão.

Estudava durante horas, sem me preocupar com nada. Só pensava em tocar cada vez melhor.

 

CANTO & VIOLA ERUDITA

 

orquestra jovem de ribeirão preto

Orquestra jovem de Ribeirão Preto - 1985

Durante a época de faculdade, por influência de meus professores, comecei a cantar no coral Madrigal Revivis. Cantávamos principalmente música renascentista e algumas músicas brasileiras, com os arranjos do maestro carioca Marcos Leite, que estavam na moda. Fiquei por lá durante todo o tempo de faculdade e depois dela também.

Muitos de meus colegas do coral tocavam na Orquestra Jovem, que era um segmento da Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto. Como eu adorava música, resolvi estudar viola de arco. Tudo isso junto com o violão.

Ingressei na Orquestra Jovem e participei de vários Encontros de Orquestras Jovens em Tatuí – SP, que eram encontros com músicos de todo o Brasil, com a proposta de tocar junto e estudar com professores conceituados.

 

Fiquei nessa orquestra durante quatro anos, quando tive que optar entre o violão e a viola de arco, pois o estudo da viola erudita era extremamente exigente, o que me tomava muito do tempo disponível para estudar o violão.

Como gostava de compor e adorava a música popular, acabei escolhendo o violão.

 

FESTIVAL DE MÚSICA INSTRUMENTAL

Em 1986 participei do 1º Festival de Música Instrumental de Ouro Preto – MG, promovido pelo guitarrista Toninho Horta. Este festival me marcou muito, tanto na formação profissional quanto emocional.

Lá estavam diversos músicos e artistas dando cursos e palestras. O pessoal do grupo UAKTI, o saxofonista Mauro Senise, o guitarrista Cândido Serra, fundador do trio de violões grupo D’Alma, que se tornou meu amigo, o maestro e arranjador Ian Guest, agora famoso pelo trabalho editado por Almir Chediak, a cantora e compositora Célia Vaz e tantos outros.

Foram diversos workshops com artistas, com Dori Caymmi, Nana Caymmi, Leni Andrade, Jane Duboc, tudo isso no clima mais que especial da cidade histórica de Ouro Preto. Foi demais.

 

PRIMEIROS SHOWS

Me formei em violão erudito no final de 1986. Então resolvi montar um trabalho com músicas próprias. Algo que me fizesse sentir que havia terminado uma etapa.

Montei meu primeiro show, chamado Acordicidade, acompanhada pela banda Lua Troupe. A maior parte das músicas desse show era em parceria com meu amigo e poeta, Valnei Andrade. Os arranjos foram feitos pelos integrantes da banda que incluía, além do violão, o violino, violoncelo, flauta e percussão. Esse show estreou no teatro Bassano Vaccarini, da minha Universidade.

No ano seguinte, montei o show Lábios Livres, também com músicas próprias em parceria com o Valnei Andrade. No repertório desse show estavam algumas das canções minhas que ainda me encantam, como  Lua Lúdica e Rouxinol.

 

A GUITARRA

Depois que terminei a faculdade, fiquei espantada com uma descoberta: Quando ingressei no curso de violão, achava que se tocasse bem o violão erudito eu dominaria tranquilamente o violão popular. Depois de formada, tive que reconhecer meu ledo engano. O violão erudito não tem nada a ver com o violão popular. Não que eu não gostasse do erudito.

Ter feito o curso de violão erudito tinha sido muito importante pra mim. Mas é que estava decidida a ser uma violonista da área popular. O violão erudito não era suficiente para tocar a música popular brasileira. Então resolvi investir no estudo da guitarra: um instrumento definitivamente popular.

 

1991

Estudei em Campinas – SP, com o guitarrista Newton Regina Jr. Viajava até lá para ter aulas. Com ele aprendi muito sobre a guitarra e suas técnicas. Foi ótimo, pois passei todas essas informações que recebi para a linguagem do violão. Passei a tocar um violão mais híbrido, entre a linguagem do violão de acompanhamento e do violão solo.

 

 

 

 

laura campanér

 

 

VIDA DE BAR

 

Cantei durante um ano, acompanhada de uma banda, em diversos bares de Ribeirão Preto. Também foi uma escola: ter que cantar de tudo e ter que conquistar o público. Foi uma experiência interessante.

Como eu era uma das poucas meninas que tocava em minha cidade, uma vez a TV Globo local se interessou em fazer uma entrevista contando minha história. Foi legal.

Mas as coisas lá já estavam saturadas. Foi então que resolvi enfrentar desafios maiores. Resolvi mudar pra Sampa.

 

MINHA VOZ

Em São Paulo procurei uma professora para estudar canto. Acabei por conhecer a Cláudia Mocchi, cantora lírica que, quando jovem, havia feito fama na Itália e que de volta ao Brasil, decidiu dar aulas. Cláudia foi durante muitos anos professora da cantora Ná Ozzetti. Pelas mãos de Cláudia (ou melhor, pela voz), também passaram as cantoras Badi Assad, Virgínia Rosa, Cássia Eller (quem diria) e Suzana Sales, entre outras. Estudei com Cláudia por dois anos.

 

SOM DA DEMO

Laura Campanér e banda foto Vera Jursys 1995

1995 - foto: Vera Jursys

Participei da primeira edição do SOM da DEMO, patrocinada pelo SESC Consolação – SP. Era uma seleção de novos artistas, que ganhavam como prêmio, algumas horas de gravação em estúdio e um show, para mostrar seu trabalho. Lá gravei oito músicas de minha autoria e fiz uma pequena tiragem em K7, que se transformou na fita Captura.

Entusiasmada com esse primeiro trabalho, e depois de ter feito vários shows em São Paulo acompanhada de uma banda de rock, gravei mais dez músicas novas, editadas também em fita, que se chamou Paralelas.

 

UNIVERSIDADE DE MÚSICA TOM JOBIM - SÃO PAULO

Logo que cheguei em Sampa, em 1991 fui convidada para dar aulas de violão na ULM (Universidade Livre de Música Tom Jobim). Lá conheci muitos músicos e fiz muitas amizades. Fiquei por lá durante duas décadas dando aulas de violão popular. Ufa! Ainda bem que essa missão acabou!

 

ESPECIALIZAÇÃO EM MUSICOLOGIA

Enquanto fazia o curso de Especialização em Música, na Faculdade de Música Carlos Gomes – SP, estudei Análise Musical, de 1995 a 96, com o Ricardo Risek, um cara muito louco que dava aulas na FAAM – SP. Me formei em Musicologia.

Foi aí que eu pirei com a profundidade da música. Vi o quanto a música é uma fonte inesgotável de conhecimento e o quanto é preciso estudar para sabê-la.

Porém, mais uma vez a música popular me chamava mais forte. E eu fui!

Como continuou? É só clicar nos posts do meu site e você fica sabendo pra onde a onda sonora me levou...

Beijooo!